DOOM: O inferno nunca foi tão divertido

O clássico retorna reinventado e mais brutal ainda!

Depois de quase doze anos sem lançamentos, o clássico dos anos 90 retornou em 2016, detonando não só demônios como premiações: DOOM foi coroado como melhor jogo de ação E melhor música no VGA do ano de seu lançamento. Apesar de não ser oficialmente o “GOTY 2016” (título recebido por Overwatch), é considerado o verdadeiro jogo do ano por muitos jogadores – e por mim.

História

Esqueça tramas complexas, reviravoltas malucas, DOOM não quer nada disso. Você – Doom Guy, ou como chamado pelo jogo, Fuzileiro Doom (Doom Marine, no original) – acorda acorrentado numa espécie de altar, cercado por demônios. Você quebra as correntes, pega uma arma no chão e segue seu caminho. Na sala seguinte, você recebe a armadura do Fuzileiro Doom e está pronto para estripar demônios de todos os tamanhos. Ao longo do jogo, você conhece a história, os personagens e descobre seu objetivo: Impedir que a UAC abra permanentemente os portões pra dimensão infernal antes que seja tarde demais e todo nosso universo seja condenado. Você também pode encontrar alguns objetos escondidos que contam a backstory dos lugares, dos monstros e até mesmo do próprio protagonista.

 

Otimização

Como joguei no PS4, começarei falando sobre otimização: sinceramente, impecável. O jogo chega perto de 60FPS o tempo todo, com um framerate constante, fluido e belo, com raríssimas quedas (presenciei apenas uma, em que haviam MUITAS explosões, efeitos, etc). Os gráficos são magníficos, o som é fantástico, enfim: tudo perfeitamente otimizado. Ponto pra id Software, mantendo a boa reputação!

Gráficos e estética

Os cenários e o design dos monstros são incríveis. Totalmente grotescos, monstruosos, mas com uma ótima estética, sempre muito bem feitos e seguindo o padrão da estética infernal. As armas estão muito boas e um detalhe que eu adoro: a primeira vez que você consegue encontrar algumas determinadas Super Escopetas (Super Shotgun), ela está suja de sangue, afinal, estava sendo segurada por um cadáver! A BFG também está linda, e poucas coisas nessa maravilha me deixam mais empolgado que atirar com ela e ver o combo subindo. Os cenários são de tirar o fôlego e enchem os olhos. Não são exatamente bonitos, mas dão um show: desde as bases tecnológicas em Marte até cavernas obscuras do inferno. Os cenários das fases do inferno são ABSURDOS, fazem você realmente ter a sensação de estar num lugar bem… Uh… Infernal.

Gameplay

Agora, deixa eu te contar sobre o ponto alto do jogo. Não sei como descrever além de: DO CARALHO. Primeiro que a velocidade é muito alta, é como se você estivesse correndo o tempo inteiro. E outra: você não pode parar, tem que correr, pular, mirar, utilizar itens, pegar vida e munição que os monstros deixam… Completamente frenético! É tudo que eu esperava há anos em um videogame. Você tem várias armas para diversas situações, o que não é jogado fora, já que existem inúmeros inimigos diferentes com habilidades e movimentos diferentes. As finalizações são lindas e mudam dependendo do ângulo de visão em relação ao demônio que você a ativa. De cima? Joga no chão e pisa na cabeça. De trás? Quebra o pescoço. De frente? Rasteira e esmague a cabeça. É completamente gratificante. E isso fica melhor com o power up berserk, em que você não usa armas, anda mais rápido e todos seus ataques são finalizações instantâneas em qualquer monstro.

Level Design

Num geral é muito bem feito e criativo, tornando todo o “pega aqui, vai ali, volta lá” não tão chato, mas por conta do grande tamanho dos mapas, às vezes você pode acabar perdido. Não é tão ruim porque você se move muito rápido, mas ainda sim pode ser bem frustrante procurar uma sala e descobrir que ela está um nível acima e saber que pra chegar lá, precisará dar uma volta enorme (ah, como eu sofri com isso…). Você também, a todo momento, encontrará salas que só abrem depois que você dizima todos os invasores demoníacos, mas sem ser repetitivo: A escolha de inimigos e suas quantidades sempre encaixam com a sala atual e seu arsenal do momento, tornando cada combate único e desafiador. As fases do inferno, principalmente, são bem loucas e tem aquela ideia intensa cheia de armadilhas pelo chão dos primeiros DOOM, sem contar uma ação de plataformas bem interessante.

Trilha Sonora

Não dá pra esquecer as músicas desse jogo tão facilmente. Mick Gordon fez um trabalho absurdo com mais de duas horas de Death Metal brutal pra acompanhar todo o sangue e violência que DOOM nos traz. Não tem como não sentir seu coração pulsar mais forte e fazer com que sua mão aperte o controle – ou o mouse e teclado, não sei – com mais força. Eu, como um fã de metal, volta e meia paro no Spotify pra ouvir a trilha, que você pode conferir a seguir:

Replay Value

Os completionists de plantão irão se interessar ainda mais pelo jogo. Existem dezenas de colecionáveis como bonequinhos do Fuzileiro Doom, salas secretas e o mais legal: salas do DOOM clássico, em que você desbloqueia fases do primeiro e do segundo jogo. As únicas coisas “contemporâneas” dessas fases e salas são o personagem e os inimigos. O resto é tudo idêntico aos primeiros. O jogo também conta com um modo arcade, em que o que vale é velocidade e habilidade. Você corre contra o tempo apenas para destroçar demônios, tentando conseguir o maior número de pontos possível, através de combos e alguns power ups, e pode competir nas leaderboards mundiais.

Multiplayer? Sim, senhor! Dois, pra ser mais exato. O clássico PvP, divertidíssimo, com vários desbloqueios, a oportunidade de jogar como alguns demônios da campanha singleplayer e muitos modos de jogo, como um em que você joga uma espécie de basquete mortal – o meu modo de jogo favorito, por sinal. Há também um modo co-op em que você joga fases criadas por jogadores, te dando a oportunidade de criar fases também! O sistema de criações é bem simples mas muito profundo, te dando muitas opções de customização, podendo tornar suas fases mais profundas e complexas.

DLCs e microtransações

As DLCs não importam muito, pra quem não vai para o Multiplayer PvP, pois cada uma desbloqueia alguns mapas, emotes, armaduras, armas e um demônio novo para jogar. Não as comprei nem pretendo, e não posso dizer sobre o impacto delas nas salas online, pois não me aprofundei muito no multiplayer.

Veredito:

Em resumo: DOOM é um jogo perfeito se você procura ação frenética, muito sangue e um bom metal no fundo.  A história é muito fraca (mas como não é o foco, podemos desconsiderar) e os grandes mapas podem te deixar perdido às vezes. No fim, seja para desestressar depois do trabalho ou pra buscar todos os achievements, você com certeza terá ótimos momentos explodindo demônios nessa obra prima da id Software!

 

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Otimização10
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Level Design9
Trilha Sonora10
Replay Value/Multiplayer10
9.3

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Felipe Ramos

Felipe Ramos

Designer, pirata espacial, baixista e weeaboo softcore. Frases de efeito são a essência da minha alma.