La La Land e como um musical pode te conquistar

O ano mal havia começado quando La La Land chegou aos cinemas e rapidamente se popularizou como um dos melhores filmes da década e uma absoluta nostalgia e renovação a musicais, gênero cinematográfico que estava praticamente morto. Pode parecer exagero, mas o amor promovido pelos agora fãs do filme é algo genuinamente admirável e muito mais do que justo diante de todos os prêmios que tem recebido.

Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

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La La Land tinha total potencial para dar errado, mas graças ao incrível carinho de pessoas essenciais para o projeto como Damien Chazelle e Justin Hurwitz, respectivos diretor-roteirista e compositor – além do duo incrivelmente trabalhado de Emma e Ryan – o filme capacitou-se para discorrer as estações de Hollywood com maestria.

Toda a estética do filme é trabalhada com as estações do ano e é absolutamente espetacular. Cores, músicas e sentimentos se encaixam perfeitamente e promovem toda a ambientação para o filme. Emma Stone e Ryan Gosling promovem uma química excelente com cada um dos momentos criados e tornaram o filme absolutamente memorável por detalhes como estes. Todo o elenco que vai e vem os complementa muito bem representando a amplitude cultural do cenário local e não existe espaço para vazios de conteúdo.

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O aspecto musical do filme é definitivamente incrível e indispensável. Desde a cena de abertura com “Another Day of Sun” ao passeio metafórico de “Planetarium” a retrospectiva de encerramento que deixou a mim e as pessoas que estavam comigo em estado absoluto de choro, as músicas foram muito bem trabalhadas em cada um de seus contextos e promoveram uma adição fantástica a toda a estética já apresentada e carinho do resto da produção.

Eu sentia falta de musicais. La La Land é arte. A cinematografia é impecável, as músicas são absolutamente memoráveis e o elenco extremamente cativante! Emma Stone e Ryan Gosling tem uma química inexplicável que viaja pelas estações do filme tanto esteticamente quanto emocionalmente. La La Land fala sobre caminhos, ambições e sonhos – fala sobre como é bom viver e como momentos podem se tornar eternos com os mais simples sofrimentos e alegrias. Quem foi comigo no filme chorou (junto comigo) e, meus bons amigos, lhes garanto que já temos um candidato a filme do ano – e pensem num filme 10 de 10.

 

Nota10
10

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Matheus Nascimento

Matheus Nascimento

Um vilão de um JRPG preenchido de determinação. Costuma ter hype excessivo e cria umas teorias loucas. Toma café vez por outra. Nesse imenso panteão que é o Entretenimento Ácido, é o Ranger de Prata.