Horizon Zero Dawn e a potência da exclusividade da Sony

O esperado action RPG da Guerrilla finalmente se encontrou com o arauto da cafeína. Ao longo das minhas muitas horas de jogo, pude vivenciar o universo com muita determinação e, meus amigos – o trabalho da desenvolvedora da famigerada franquia de FPS Killzone verdadeiramente demonstra que eles vão ficar por aqui por um bom tempo.

O jogo começa apresentando a nova protagonista, uma jovem de 19 anos chamada de Aloy. A mesma é desprezada por todos em sua vila pois se acredita que ela é uma espécie de bruxa, o que a direciona a treinar durante sua juventude para se tornar uma excelentíssima caçadora e passar no teste de sua vila para ser considerada um digno membro.

Horizon Zero Dawn acontece a mil anos no futuro em um mundo pós-apocalíptico onde criaturas mecanizadas colossais dominaram o mundo e vagam em uma paisagem fora do controle da humanidade. Ao longo do tempo, a evolução humana regrediu até uma sociedade tribal de caçadores e coletores que sobrevive por entre florestas imensas, cordilheiras imponentes e as ruínas atmosféricas de uma civilização antiga – enquanto as máquinas selvagens se tornaram cada vez mais poderosas.

O rico mundo de Aloy é lotado de bestas em forma de máquina, cujo desafio delicia a qualquer um que as encontrar. Desde os monstruosos thunderjaw aos incrivelmente altos longneck, a cada vereda você se depara com uma nova criatura para enfrentar, um novo nativo para ajudar e seu grande objetivo para alcançar.

O plot de Horizon Zero Dawn é inspirador e me prendeu de começo ao fim diante do desvendar dos segredos da origem de Aloy e da grande ameaça iminente onde apenas Aloy tem a sabedoria e destreza para derrotar. A Guerrilla foge dos conceitos básicos de futuro pós-apocalíptico distópico e traz novidades ao gênero de ficção científica como nenhum outro. A honra dos personagens é formidável e, apesar dos diálogos surpreendentemente duros diante de uma poderosíssima engine como é a Decima, eu não pude deixar de admirar a intensidade presente nos personagens. Aloy não é a única estrela de Horizon Zero Dawn.

Aqui você encontra um mundo misterioso como o de Witcher. O sistema de quests e a forma como Aloy investiga as situações é muito similar a de Witcher, mas de uma maneira interessante. A protagonista possui um item raro chamado de Focus, uma interface virtual altamente desenvolvida e conectada por uma rede mundial capaz de não apenas identificar detalhes quase invisíveis como prever situações e fornecer dados sobre tudo que se encontra ao seu redor. Isso a permite “farejar” por pistas e encontrar itens em locais terrivelmente selvagens, além de identificar inimigos e alvos a distância.

O mundo de Horizon funciona muito bem como os de Skyrim e Far Cry. A cada canto você conhece um novo personagem e com ele sua história, as cidades são vivas e repletas do que se fazer, campos de bandidos e torres são pertinentes, mas tem uma surpresa – as torres são apenas um tipo das máquinas monstruosas e você precisa se virar para subir até o seu topo para dar um overdrive na mesma e revelar uma porção do mapa.

A gameplay não inova, mas propicia uma jogatina muito gostosa e completa para o jogador, apesar de alguns dos elementos de RPG ainda serem fracos e extremamente desimportantes. Sim, você possui armas, armadilhas e vestimentas diferentes, mas pouca motivação há para você as trocar por melhores (eu mesmo usei a mesma armadura do começo ao fim do jogo). Felizmente, a combinação de uso entre lança, arco, armadilhas e estilingues promovem batalhas fluidas que você simplesmente vai ansiar para encontrar.

Um adendo muito importante é o modo de fotografia, algo a se parabenizar a desenvolvedora por incluir no jogo. Com o sistema de Share do Playstation 4, os jogadores tem a possibilidade de congelar o tempo e editar a cinematografia do momento, alterando esquema de cores, posicionamento da câmera, hora do dia e diversas outras opções capazes de gerar screenshots de tirar o fôlego (todas as imagens nesta review foram tiradas pelo sistema)!

A saga de Aloy verdadeiramente chegou para marcar os sonystas para sempre. O cliffhanger para a continuação após o decepcionante boss final deixam muitas portas abertas para expansão deste universo que eu até que espero por. Recomendo o jogo a todos que se interessarem no gêneros de RPG, ação e/ou aventura, além de se tornar instantaneamente um clássico obrigatório para donos do Playstation 4.

Nota8.5
8.5

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Matheus Nascimento

Matheus Nascimento

Um vilão de um JRPG preenchido de determinação. Costuma ter hype excessivo e cria umas teorias loucas. Toma café vez por outra. Nesse imenso panteão que é o Entretenimento Ácido, é o Ranger de Prata.