Diários de Leitura #2 | #MLI2017

O fantasma do flop assombra nossos heróis!

Ficamos sumidos por algum tempo, por problemas técnicos, mas a Maratona Literária de Inverno 2017 não parou! Gostaria de dizer que muuuuuita coisa aconteceu enquanto estávamos sumidos, mas a verdade é que nessa ~uma semana desde o Diário #1 as coisas estiveram meio conturbadas, quase flopantes. Bem, vem ler nosso diário e tentar entender um pouquinho do que se passa!

Diário do Felipe #2

– Nível Fácil

Depois de terminar “Torre de Babel”, grudei num livro que não faz parte da maratona mas eu precisava terminar: “A Vida, O Universo e Tudo Mais”. Meu livro da maratona era “Até Mais, e Obrigado pelos Peixes!” então, como tenho pouco tempo, achei um audiobook do primeiro. Iniciei o teste do Audible e achei um narrado pelo Martin Freeman. Foi fantástico e consegui ouvir todo o livro, concentrado, enquanto realizava meus trabalhos do dia-a-dia. Após terminar – de boca aberta e empolgado com a leve mudança do tom da história no final do livro – fui procurar uma maneira de conseguir o próximo audiobook, mas sem chance: Só pagando 15 dólares e pouco. Como não tenho esse dinheiro, me enrolei e agora estou no início deste, sem muito tempo e com Os Senhores dos Dinossauros parado. Progresso bem lento, mas já é alguma coisa, não?

 

Um problema meu pra ler é a ansiedade: Tenho bastante coisa pra fazer e/ou que quero fazer e acabo lendo pensando nessa próxima coisa, o que acaba com a minha experiência. Estou tentando controlar melhor isso, mas quem sofre disso sabe bem como é difícil manter a atenção numa única tarefa. Eventualmente me pego fazendo várias coisas ao mesmo tempo: Jogando e, nos intervalos, lendo enquanto dou umas olhadas em material de estudo, por aí vai.

 

A ideia geral do desafio me é fantástica – nos obrigarmos a ler e participar dos desafios que, inclusive estou adorando. O pessoal no Amino é muito bacana, apesar de eu não interagir muito. Não é por mal, mas eu normalmente não interajo muito em grupos grandes assim. O pouco que interagi, foi muito agradável e o pessoal está bem focado nos sprints. É inspirador!

 

* Gif reaction:

 

Diário da Jennifer #2

– Nível Intermediário

Bem, por onde começar? Nesses últimos dias em que ficamos sem nos falar, estive acompanhado do fantasma do flop, tal qual Ebenezer Scrooge se vê acompanhado dos fantasmas dos natais.

Quando fizemos nosso último contato, estava no meio da leitura de “Eleanor & Park”, livro que concluí logo em seguida. Como eu havia dito, a leitura é muito boa e envolvente. Rainbow sabe bem o que faz. Não vou entrar em detalhes de trama aqui, porque não quero me estender, mas esse romance adolescente situado no meio dos anos 80 é um must read. O livro é leve, ainda que aborde temas mais sérios, e retrata essa fase do ensino médio, descobertas de vida e do amor, além de fazer com que nos conectamos com os personagens, seus medos, vontades, experiências e referências. Pelo que pude observar nos comentários do Amino, seu final é um pouco controverso… Eu gostei, mas aprendi com minhas séries e já estou mais que acostumada com “aceitar finais duvidosos”.

 

Meu segundo livro já foi beeeeeeeem complicado, levei seis dias para completá-lo. “O Clube de Leitura de Jane Austen” não é um monstro de sete cabeças, longe disso. Apesar disso, eu não sei se “comeria esse romance”, como diz Alice Sebold na capa da edição da Rocco. O livro que comprei pela capa foi uma grata surpresa e faz juz à sua bela arte – que me levou a imaginar os ambientes e atmosferas em que as personagens encontravam-se, apesar de qualquer descrição feita pela autora. Karen Joy Fowler, inclusive, tem uma escrita agradável. Embora eu tenha escorregado um pouco no começo entre idas e vindas de memórias e tempo presente, o livro consegue encaixar muito bem as reuniões do clube de leitura e as tramas dos livros de Austen às experiências de cada uma das seis personagens – cinco mulheres e um rapaz. Os capítulos são longos, divididos em meses/obras (seis + epílogo), e isso foi algo que me deixou inquieta, pois eu não queria parar no meio de um capítulo, mas ao mesmo tempo, não estava com ânimo para leituras longas. Teve dias em que sequer abrir o livro, só fiquei em um canto, resmungando pelo meu fracasso. Porém, na manhã de segunda-feira, nono dia de maratona, eu estava decidida e terminaria o Clube – e foi exatamente o que eu fiz. É muito bom terminar algo em que se está empacado há dias e sentir aquele gostinho de dever cumprido – e ainda conseguir apreciar a obra.

 

Nesse mesmo dia, me fiz a meta pessoal de ler meus três gibis, para abrir caminhos para o temível “Deuses Americanos”, que conta com metade das páginas que lerei em toda a maratona. O primeiro deles foi “Nimona” e eu quero muito dar um beijo na testa da Noelle Stevenson. A graphic novel é uma das melhores coisas que eu já li em muito tempo – e provavelmente uma das melhores da vida. A leitura é gostosinha demais, as ilustrações são fofas e o roteiro é excelente. É uma experiência literária fácil e muito divertida. Vezenquando, eu parava no fim de um capítulo e ia dar uma volta, pelo simples fato de não querer sair desse universo tão cedo. Nossa protagonista, a menina monstro que dá nome à história é simplesmente maravilhosa e eu queria muito ser amiga dela, nem me importaria caso ela se transformasse em um dragão ou saísse quebrando portas por aí. Uma anti-heroína extremamente forte e que mostra que não precisa ser um menina ou um monstro, nós podemos ser os dois e não tem problema algum. Apesar de fantástico, o gibi tem mundo de vida real, seja pelas corporações malignas ou pelo vilão que não é tão vilão assim em sua cruzada particular com o herói que também não é tão herói assim. A experiência é singular e você realmente precisa ler.

 

O sentimento que senti ao ter que sair do universo de “Nimona” e partir pra outra leitura foi meio o que o Victor descreveu no Geek Freak. A graphic novel ofuscou o brilho de qualquer coisa que viesse a seguir. Atribuo a isso o fato de não ter desfrutado tanto quanto deveria da leitura de “Escolhas”, que eu estava ansiosa pra ler. Eu queria ter gostado mais, me empolgado mais… Quem sabe no futuro eu retorne a ele com olhos… O gibi é bom, executa bem um roteiro que poderia ser meio bobo: sobre um menino que que assisti ao seriado do super-herói Lobo Cinzento na TV e cresceu com o sonho de ser, ele mesmo, um super-herói na vida real. É sobre as escolhas que ele tem de fazer quando grande, entre enfrentar a vida real ou perseguir seu sonho. Não duvido do talento de Felipe Cagno no roteiro, esse só não foi o momento certo. Quanto à arte de Gustavo Borges e as cores de Cris Peter – duas coisas que admiro há tempos -, não há do que reclamar, é um trabalho lindo e impecável. Pretendo reler e lhes trazer uma resenha detalhada mais pra frente aqui no site. Aguardem.

 

Por fim, mas não menos importante, finalizei o dia (já era madrugada do décimo dia, na verdade) com a leitura de “Chico Bento: Pavor Espaciar”. Comprei esse gibi na ComicCON RS passada e até o começo da maratona ele ainda estava dentro da embalagem. Eu não sei exatamente por que demorei pra ler, mas a espera foi recompensada com um trabalho fantástico. Eu sou apaixonada pela arte do Gustavo Duarte e ele não desapontou de forma alguma. Parece que o seu traço foi feito pro personagem, por mais que eu respeite o traço de Mauricio. A história do menino da roça mais famoso do Brasil, acompanho de seus fiéis escudeiros, Zé Lelé, Torresmo e Giselda, e seu contato imediato com aliens é brilhante. O texto da graphic novel é mínimo, deixando espaço para os quadros dominarem – e que arte, meus amigos. É na maior parte do tempo visual e, ainda assim, consegue ser expressar todo o necessário. Gargalhei alto enquanto lia e acabei com um sorriso no rosto. Que delícia de leitura!

 

Olho para o futuro, em que terei de enfrentar mais de quinhentas páginas de letras miúdas de Neil Gaiman, com muita determinação. Acho que vai dar!

 

* Gif reaction:

Desafio!!!

A segunda semana trouxe mais um desafio, bem divertido e simples. Novamente, ele mudava de acordo com a categoria e, dessa vez, era musical. Nem gostamos, imagina!

  • Nível fácil: Relacione o livro que você está lendo com uma música. Qual você acha que seria perfeita?
  • Nível intermediário: Relacione o último capítulo que você leu com uma música. Tem alguma que representa?
  • Nível hardcore: Qual é a melhor música para descrever a vibe do último parágrafo que você leu?

O Felipe foi muito rápido na escolha para definir Até Mais, E Obrigado Pelos Peixes!, da trilogia de cinco livros do Guia do Mochileiro das Galáxias. Nas palavras deste homem decidido:

No momento em que li que o desafio de nível principiante consistia em escolher uma música que descrevesse o livro, esta veio em mente no exato momento. A conheci enquanto jogava Space Station 13 e fala, basicamente, sobre um homem que só queria uma vida de paz numa mina marciana, até que um cuzão espacial aparece e começa a quebrar tudo à sua volta. É exatamente assim que funciona o Guia do Mochileiro das Galáxias (ou pelo menos, é como o vejo): Arthur é só um humano normal que quer fazer humanices, enquanto Ford e Zaphod são dois malucos que infernizam não só Arthur, como Trillian e qualquer outro pobre coitado que aparecer em seus caminhos.

Eu, no entanto, fiquei um bom tempo tentando achar a música perfeita para o último capítulo que lera. O livro foi O Clube de Leitura de Jane Austen. No capítulo em questão, “no qual lemos Orgulho e Preconceito e escutamos Bernadette”, o mês era julho e tratava-se, bem, de ouvir a personagem Bernadette narrar suas aventuras de vida. Em um baile. Onde pairava o ar de desamor da personagem Sylvia e, mais tarde, onde o encontro do clube tratou de discutir a obra Orgulho e Preconceito. Eu quis não ser óbvia, nem clichê, mas há casos em que simplesmente não há para onde correr. Então, minha escolha foi a música “Oh, Mr. Darcy”, de The Doubleclicks.

No dia em que este post está indo ao ar, ainda restam cinco dias (ou seis se contar hoje) para o final da Maratona Literária de Inverno 2017 e nós ainda temos calhamaços para ler até o domingo. Será que seremos capazes de chegar ao final do desafio vivos?! Fique ligado nesse bat-canal e acompanhe a reta final da nossa corrida pelo universo literário. Não esqueça de acompanhar nossas redes pra não perder nenhum update!

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Jennifer Baptista

Jennifer Baptista

Motherflippin crazy fangirl. Gosto de filmes de navinha, viagem no tempo, robôs gigantes alienígenas e alienígenas que não são robôs gigantes. Prefiro séries a pessoas e queria ser a River Song.