BoJack Horseman prova que por mais que você tente mudar, você sempre será você mesmo

Há tempos vendo adiando assistir BoJack Horseman… Não pela falta de vontade ou oportunidade, mas porque eu nunca me sentia à vontade para assistir. Mas acho que finalmente o momento chegou e não podia ser melhor.

Estou aberto à série e a toda sua depressão com um fundo sentimental. Estou aqui. Pronto pra tudo isso. E em um dos primeiros episódios da série foi onde encontrei um dilema: o que eu sou, uma Zoë ou uma Zelda?

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Para quem nunca assistiu ao desenho animado original da Netflix – o que eu recomendo que você faça agora -, Zoë e Zelda são duas gêmeas de temperamento e ideias diferentes que participavam da sitcom do  Mr. Peanutbutter, um dos personagens da série.

Enquanto uma era meiga e gentil, a outra era irônica e sincera (até demais). Os dois lados de uma mesma moeda. Personagens visualmente idênticas, mas com personalidades contrárias.

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O episódio todo percorre sobre a filosofia de Zoë e Zelda, mostrando como cada um dos personagens se comporta e como, mesmo inconscientemente, cada um quer ser o lado bom da moeda. E a questão que fica martelando na cabeça do telespectador é a mesma que na dos personagens: qual das duas eu sou?

Se julgar a mais tranquila das gêmeas é fácil, afinal você sempre acha que suas atitudes são boas, mesmo que não sejam. Você não percebe que você é “mau”… na sua cabeça, suas atitudes são doces e estão ali para trazer o bem à quem está ao redor.

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O próprio BoJack quer ser tanto o lado bondoso que acaba provando ser o lado amargo da maneira mais controvérsia possível. Então BoJack acaba sendo BoJack.

No final, eu não sei bem o que sou… talvez uma Zelda tentando ser uma Zoë, ou talvez seja o contrário. A única certeza que posso ter é que sempre vou acabar sendo eu mesmo.

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Gabriel Gnann

Gabriel Gnann

Criador do Entretenimento Ácido e essa não foi nem a minha pior ideia! Se eu não estiver reclamando de alguma coisa, pode ter certeza que há algo muito errado comigo.